Com novas soluções, banheiros e lavabos ganham visibilidade de protagonistas As antigas casas de banho reduziram de tamanho, mas ganharam ...

Com novas soluções, banheiros e lavabos ganham visibilidade de protagonistas

As antigas casas de banho reduziram de tamanho, mas ganharam em funcionalidade e criatividade.
Com novas soluções, banheiros e lavabos ganham visibilidade de protagonistas Omar Freitas/Agencia RBS
Banheiro de sete metros quadrados (acima) ganhou iluminação projetada e funciona, com cuba maior única para ser utilizada pelo casal.Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Ana Carolina Bolssonana.bolsson@zerohora.com.br

Facilmente relegados no ranking da decoração da casa, os banheiros mudaram de patamar. As antigas casas de banho encolheram e renovaram sua composição, mas ganharam em criatividade.
E não foi só a forma que ganhou nova cara. Internamente, os tons delicados das louças e os desenhos românticos dos azulejos diminutos foram trocados por revestimentos – quando há – que medem nunca menos de 60cm x 60cm, metais de linhas retas e louças arrojadas. Tudo isso, aliado à iluminação repensada e toques inusitados, hoje dá vida a banheiros modernos e cheios de personalidade. Confira abaixo seis projetos selecionados que concentram ao menos algumas das características citadas acima.
Cuba de mármore
Para instalar uma cuba com válvula oculta, desejo da proprietária, mas que não fosse cara, a solução dada pela dupla de autores para reformar este banheiro de sete metros quadrados foi uma peça inteiramente em mármore branco – 50cm x 35cm – que saiu por R$ 510 (foto no alto), valor inferior às cubas similares comercializadas no mercado.
A repaginação no ambiente foi total, incluiu renovação de revestimentos, cores, louças e metais, com exceção do piso em mármore branco dentro do box, que havia sido instalado anteriormente e que foi mantido pelos autores.
A ousadia do tom grafite
Como o casal proprietário deste apartamento não pretende ter filhos, a arquiteta transformou o banheiro pré-existente em um lavabo social com 2,88 metros quadrados. Para seguir a "pegada" ousada solicitada, ela pintou o forro de gesso em grafite e aplicou papel de parede violeta com imagens de prédio refletidas na água que remetem à urbe nova-iorquina (abaixo).
Foto: Carolina Silveira, Divulgação

O clima teatral é composto pela iluminação pontual à base de dicróicas e LEDs. Observe a cuba multiuso em destaque na bancada que recebeu pintura em laca grafite alto-brilho
Jeito antigo, cor nova
Foto: Omar Freitas

Avessa a revestimento cerâmico nas paredes, a arquiteta utilizou ainda a mesma tinta – incluindo a cor branca – nas paredes do box e do restante do ambiente, garantindo ainda mais amplitude, em função da ausência de juntas para o ambiente de 2,5 metros quadrados de área.
– Eu sou partidária de utilizar algumas peças antigas porque elas têm um desenho bacana e eu gosto disso. Claro que a ideia é dar apenas um toque e não fazer um banheiro totalmente datado – explica a profissional.
Da ferragem para o banheiro
Foto: Vanessa Bohn,Bohn fotografias, Divulgação

Aliados à mesa de madeira de demolição e à porta verde-limão, os materiais dão vida a um espaço descontraído. A iluminação fica a cargo do refletor cinza alimentado por lâmpadas fluorescentes.
Luz inusitada gera refinamento
Foto: Eduardo Liotti, Divulgação

Como o espaço também funciona como lavabo para visitas, o armário superior, extenso e com portas espelhadas, organiza objetos e não deixa nada à mostra.
Azulejos pintados à mão 
Foto: Karen Tiede, Divulgação

Na ambientação, o espaço de 2,5 metros quadrados é em azul e branco, cores dos azulejos pintados à mão, trazidos pela moradora da Holanda e destacados no espelho (acima).
– A exigência era criar em cima das cores delicadas dessas peças para um ambiente personalizado – explica Karen.
Fonte: ZERO HORA

A casa, para ser aconchegante tem que refletir as características das pessoas que nela habitam. Uma atitude muito errada de quem se muda p...

A casa, para ser aconchegante tem que refletir as características das pessoas que nela habitam.

Uma atitude muito errada de quem se muda para um novo imóvel é querer "tudo novo" e "tudo pronto".

Para que se sinta aconchegado em uma residência, é fundamental preservarmos alguns itens que nos trazem boas lembranças. Pode ser desde um móvel de família, como lembranças de viagens, uma toalha de mesa feita por alguém querido, algo que representa uma fase boa de se lembrar, etc.

A questão do "tudo pronto" é que, ao nos mudarmos para uma nova residência, temos a ansiedade de mobiliar e decorar completamente e imediatamente. Depois, com o uso, vê-se que o sofá poderia ser um pouco maior ou menor, a mesa oval daria maior mobilidade, que se o armário ...
O melhor mesmo é colocar o básico e ir completando aos poucos, com calma, sem atropelos. Nada melhor do que o uso para definir o que é ideal.

A decoração de uma casa não deve ser algo estanque, definitivo. Nós estamos em constante transformação e a decoração deve acompanhar estas mudanças.
A casa, assim como nós, com o passar do tempo, mantém algumas características, transforma outras e acrescenta novas.


Outro erro grave é copiar a decoração de uma revista ou show room. É da tua casa que estamos falando!
Uma decoração pode estar linda na revista mas não ser a ideal para ti. Revistas, show roons, são ótimos como idéias, pontos de partida para definirmos estilos, cores etc, mas não devemos querer reproduzir fielmente.


O importante, quando chegamos em uma residência, seja como morador ou visitante, é nos sentirmos bem acolhidos.

A tua casa deve ter a tua cara.


A casa somos nós


A casa somos nós

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A partir deste sábado, o blog mostrará algumas casas que de fato revelam a alma de seus moradores.  Apartamentos e residências que não são apenas imóveis, mas lares.
É o caso do refúgio dos publicitários Ismael Goli e Mariana Balestra, que moram emPorto Alegre. Goli, que há quatro anos assumiu a loja Refúgio Urbano, conta que a casa é “quase um útero”, onde guarda lembranças.
Para o casal, o lar tem que ter memória – e elas estão espalhadas por todos os cantos. Muitos objetos foram trazidos de viagens, outros, herdados de alguém da família, de um amigo. Mas tudo faz sentido.  Inclusive o apartamento, escolhido a dedo para abrigar um lar que mistura passado, presente e garimpos.
“Tenho pavor de casas que parecem vitrinas. Tudo o que está dentro de casa tem que comunicar algo íntimo, ter história pessoal. Por isso fujo do padrão – que, para mim, significa ausência, falta.
Tento criar um estilo pessoal, ambientes reconfortantes e com história. Um objeto de que gosto muito é um aspirador de pó que era da minha avó, com o qual adorava brincar.  Hoje, ele é um vaso com cactos na sala.”
Fotos: Jefferson Botega/ Agência RBS