A casa, para ser aconchegante tem que refletir as características das pessoas que nela habitam. Uma atitude muito errada de quem se muda p...

 
A casa, para ser aconchegante tem que refletir as características das pessoas que nela habitam.

Uma atitude muito errada de quem se muda para um novo imóvel é querer "tudo novo" e "tudo pronto".

Para que se sinta aconchegado em uma residência, é fundamental preservarmos alguns itens que nos trazem boas lembranças. Pode ser desde um móvel de família, como lembranças de viagens, uma toalha de mesa feita por alguém querido, algo que representa uma fase boa de se lembrar, etc.

A questão do "tudo pronto" é que, ao nos mudarmos para uma nova residência, temos a ansiedade de mobiliar e decorar completamente e imediatamente. Depois, com o uso, vê-se que o sofá poderia ser um pouco maior ou menor, a mesa oval daria maior mobilidade, que se o armário ...
O melhor mesmo é colocar o básico e ir completando aos poucos, com calma, sem atropelos. Nada melhor do que o uso para definir o que é ideal.

A decoração de uma casa não deve ser algo estanque, definitivo. Nós estamos em constante transformação e a decoração deve acompanhar estas mudanças.
A casa, assim como nós, com o passar do tempo, mantém algumas características, transforma outras e acrescenta novas.


Outro erro grave é copiar a decoração de uma revista ou show room. É da tua casa que estamos falando!
Uma decoração pode estar linda na revista mas não ser a ideal para ti. Revistas, show roons, são ótimos como idéias, pontos de partida para definirmos estilos, cores etc, mas não devemos querer reproduzir fielmente.


O importante, quando chegamos em uma residência, seja como morador ou visitante, é nos sentirmos bem acolhidos.

A tua casa deve ter a tua cara.


A casa somos nós


A casa somos nós

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A partir deste sábado, o blog mostrará algumas casas que de fato revelam a alma de seus moradores.  Apartamentos e residências que não são apenas imóveis, mas lares.
É o caso do refúgio dos publicitários Ismael Goli e Mariana Balestra, que moram emPorto Alegre. Goli, que há quatro anos assumiu a loja Refúgio Urbano, conta que a casa é “quase um útero”, onde guarda lembranças.
Para o casal, o lar tem que ter memória – e elas estão espalhadas por todos os cantos. Muitos objetos foram trazidos de viagens, outros, herdados de alguém da família, de um amigo. Mas tudo faz sentido.  Inclusive o apartamento, escolhido a dedo para abrigar um lar que mistura passado, presente e garimpos.
“Tenho pavor de casas que parecem vitrinas. Tudo o que está dentro de casa tem que comunicar algo íntimo, ter história pessoal. Por isso fujo do padrão – que, para mim, significa ausência, falta.
Tento criar um estilo pessoal, ambientes reconfortantes e com história. Um objeto de que gosto muito é um aspirador de pó que era da minha avó, com o qual adorava brincar.  Hoje, ele é um vaso com cactos na sala.”
Fotos: Jefferson Botega/ Agência RBS